Você sabe quais são os alimentos que mais subiram na quarentena?

28/07/2020 08h23
Categoria: Saúde e Qualidade Alimentar

Gláucia Batista

Você pode abrir mão de tudo menos de comer, certo? Então pense como isso se intensificou desde o início da quarentena onde houve uma busca por alimentos e bebidas disparados. Com as pessoas ficando mais em casa, sobra tempo e necessidade para cozinhar, sobra espaço para crises de compulsão alimentar e está faltando dinheiro.

Mas claro que não é somente a lei da oferta e procura que faz com que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) se altere mês a mês, hora subindo, hora diminuindo, e assim sucessivamente, muitos outros fatores contribuíram para isso em plena a pandemia.

Como foi o caso da paralisação em diversas produções, mesmo com os mercados e padarias abertos por serem considerados serviços essenciais, diversas empresas e pequenos agricultores tiveram prejuízos, e consequentemente houve uma desaceleração na produção.

Além da disparada no dólar que faz com que a desvalorização do real seja um impulso para exportação, ou seja, quanto mais o país exporta, mais caro os produtos ficam para o consumo interno, e a entressafra anual, sendo o período onde todo ano tem reajustes de preços, que é exatamente este período que a pandemia se instalou.

Um verdadeiro combo para que o aumento dos preços disparasse, e pasmem entre a lista de itens que subiram de valor segundo o IBGE, mais da metade são alimentos, fazendo com que a alta varie de 2% a mais de 30%.

Entre eles estão a batata inglesa, mamão, cenoura, feijão carioca, feijão preto, morango, laranja pêra, leite longa vida, alface, ovo de galinha, farinha de trigo, arroz, açúcar cristal, café solúvel e os maiores de todos os índices ficam para a cebola e o alho, por serem geralmente importados, com o aumento da cotação do dólar são diretamente afetados, e se não bastasse o aumento do alimentos recebemos a última “novidade”, o gás de cozinha também irá subir.

Infelizmente existem estabelecimentos comerciais que disparam por conta própria os preços nas prateleiras, com foi o caso do álcool em gel, que antes da pandemia custava em torno de R$6,00, ainda hoje com os estoques dos mercados abastecidos é possível encontrar o mesmo produto por cerca de R$20,00.

Esperamos que as fiscalizações do PROCON estejam sendo feitas rotineiramente para que não saiamos lesados financeiramente, esta fiscalização exige o comprovante de nota fiscal da mercadoria para confrontar o repasse ao consumidor, caso não seja provado, o mercado é obrigado a diminuir o preço imediatamente.

Já que não estamos em um período fácil, não é nada animador saber que você poderá gastar mais da metade do seu salário com alimentos básicos. Além da crise financeira, estas diferenças são muito graves, porque afeta diretamente a população de baixa renda e isso pode desencadear outros problemas de saúde e psicológicos.

Gláucia Batista - Nutricionista especialista em Vigilância Sanitária e Controle e Qualidade de Alimentos - CRN 3 - 29670

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